sábado, 28 de abril de 2012

A Saga do Imperador - 02 - BCC Wars #3

PARTE 3
-Então você descobriu nosso plano... - falou Itamar em tom despreocupado. - Sinto ter que fazer isso, mas você não sairá vivo daqui.
-Você está assistindo Power Rangers demais, iTamar, não aguento mais ouvir essa frase - respondi com sinceridade. - Mas, então, vamos cair na porrada ou o que?
-Você é fraco demais para mim, não vai ter graça. Apresentarei seu rival... Mini-me, venha cá!
E de um carro estacionado em frente à saída fechada pelo homem da perna engessada saiu um pequeno ser. Vinha em minha direção uma versão minúscula de Itamar.
-Eu vou lutar com sua versão .rar?
-Vamos ver se você vai continuar com esse humor depois de lutar com ele - falou com um sorriso.
-Sério, para com esses diálogos de vilão do mal, eles são muito clichês...
Então concentrei meu poder no pequeno... homem?... e o joguei no ar em direção a uma lata de lixo distante à minha esquerda. Pela ausência de som concluí que estava desmaiado.
-Quem diria! Você também tem a força... Então quem sabe possamos nos divertir um pouco.... - falou rindo de um jeito psicótico.
-Antes tava apenas clichê, mas agora já tá pegando mal, velho... - em seguida falei baixinho para Mary. - Estou ficando fraco, preciso de mais vitamina de banana, vê se você acha em algum lugar na praça de alimentação.
-Mas o quê? Vitamina de banana a essa hora?
-Rápido, confie em mim!
Ela saiu à procura da praça de alimentação enquanto me dirigi devagar em direção ao meu oponente. Não me deixei distrair pelo andar manco por causa do gesso, poderia ser uma distração. Quando chegamos a 5 metros de distância um do outro, paramos e nos encaramos fixamente, parecia um duelo de filmes de faroeste (embora eu nunca tenha assistido um).
Quando eu pensei em dar o passo inicial do duelo, senti uma presença estranha se aproximando atrás de mim. Era Dayanne que havia acordado e vindo atrás do celular. Pela ausência do homem mascarado, percebi que tivera seu fim pelas mãos da menina. Ela trazia um saco grande em uma das mãos que se agitava e emitia um barulho estranho.
Olhou para nós com uma expressão que não sei até hoje do que era, mas que realmente deixou de importar quando ela abriu o saco e tirou de lá um gato que tentava se livrar de sua raptora. Em seguida ela soltou o gato ao chão, e antes que ele tocasse o solo, chutou o animal em nossa direção. Nesse instante o animal se tornou um projétil com garras afiadas vindo em velocidade mortal. Não importa quem fosse o alvo, ela queria o celular a todo custo.
O primeiro foi na direção de Itamar, que por pouco não foi atingido em cheio, mas apenas em sua perna engessada. Então percebi que não era um simples gesso imobilizador, era um disfarce! Na rachadura que se formou notei faíscas saindo. Ele era um cyborg! Então algo aconteceu (sabe-se lá o que) e a perna mecânica explodiu fazendo com que a artéria femoral começasse a espirrar sangue.
Vendo o homem cada vez mais fraco, a assassina lançou outro ataque direto na cabeça do homem finalizando seu adversário.
Eu era o próximo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário